Asma Brônquica

Doença inflamatória crónica dos brônquios

Diagnóstico da asma brônquica

O diagnóstico da asma brônquica pode ser efetuado de diversas formas.

Exame físico

O exame físico revela tipicamente taquicardia; taquipneia com expiração prolongada; insuflação excessiva do tórax com pouco movimento do diafragma; e síbilos expiratórios difusos e agudos.

Análise da expectoração

A expectoração pode parecer purulenta devido ao maior teor de eosinófilos ou a uma resposta inflamatória à traqueobronquite viral. O esfregaço da expectoração pode revelar espiral de Cushmann (isto é, muco que forma um molde nas pequenas vias respiratórias) ou cristais de Charcot-Leyden (isto é, produtos de degradação dos eosinófilos).

Estudos hematológicos

Os estudos hematológicos revelam presença de leucócitos e eosinófilos tanto na forma alérgica como na forma intrínseca da doença.

Provas de Função Pulmonar

Ttodos os testes podem ficar alterados. A capacidade residual funcional (CRF) está aumentada, o  volume expiratório máximo por segundo (VEMS) está diminuído, a relação VEMS / CVF está reduzida mas pode melhorar após inalação de um broncodilatador. O volume residual (VR), a capacidade pulmonar total (CPT) e a complacência pulmonar estão, em geral, aumentados e frequentemente observa-se aumento da difusão do monóxido de carbono. Após a recuperação sintomática a CPT e a complacência pulmonar retornam ao normal, mas a taxa de fluxo expiratório máxima pode permancer reduzida com baixos volumes pulmonares, e a distribuição anormal da ventilação pode persistir, reflectindo obstrução resistente das pequenas vias respiratórias.

Radiografia do Tórax

A radiografia do tórax no geral revela apenas insuflação excessiva. Achados ocasionais incluem densidade localizada em virtude de um grande tampão de muco e ao sinal sombrio de pneumotórax ou pneumomediastino, reflectindo a ruptura de tecido alveolar causada pela alta pressão intra-alveolar.

Gasometria Arterial

A pressão parcial de dióxido de carbono está, em geral, baixa (isto é, inferior a 36 mmHg). A pressão parcial de dióxido de carbono aumenta ou normal (40 mmHg) indica obstrução grave. A hipóxia arterial é comum apesar da ventilação aumentada e é decorrente da subventilação dos segmentos pulmonares supridos por vias respiratórias estreitadas. (Coutinho, E., 2005)