Asma Brônquica

Doença inflamatória crónica dos brônquios

Causas da asma brônquica

Até hoje não se sabe ao certo como (ou porquê) uma pessoa adquire a asma. Sabe-se que, uma vez adquirida, os pulmões podem reagir a estímulos que podem desencadear os ataques, ou exacerbações, ou crises de Asma Brônquica. Em geral, estes ataques da asma começam ou são “provocados” por algo que agride os pulmões. Estes agentes são denominados desencadeantes da asma. Os ataques de asma brônquica podem ser causados por vários factores, tais como: alergenos (principalmente os inalados ou aeroalergenos: ácaros, pólens, epitélios de animais, fungos), infecções virais ou bacterianas, agentes ocupacionais (poeiras têxteis, de madeiras, de cereais, tintas e colas voláteis), e fumo de tabaco. Todos estes estímulos são indutores de exacerbações, e para além de causar crises de asma, a exposição frequente a este tipo de estímulos pode piorar a inflamação crónica das vias aéreas e aumentar a gravidade da doença. Irritantes químicos, factores emocionais, actividade física exagerada e reacção a determinados medicamentos (como beta-bloqueantes, aspirina ou ainda indometacina) são estímulos provocadores de exacerbações, mas não agravam a inflamação subjacente. Devido a esta ampla variedade de causas, pode ser muito difícil deduzir o que, exactamente, tem provocado os Ataques de Asma Brônquica. Contudo, uma vez descoberto o factor desencadeante da asma, algo poderá ser feito para prevenir futuros ataques, o que permite exercer algum controlo sobre as crises. (Nunes, L., 2003)

Causas da asma brônquica

Fig. – Factores desencadeantes da asma

A asma não é uma doença hereditária, apesar de existir uma predisposição genética para a doença. O risco de desenvolver asma na infância está relacionado com a presença da doença nos pais. Se um dos progenitores sofre de asma, o risco da criança desenvolver asma será de 25%; se ambos os progenitores forem asmáticos essa probabilidade aumentará para cerca de 50%. Contudo, o facto de os pais não terem a doença não significa que o filho não poderá desenvolve-la (existe uma probabilidade de cerca de 10%) (Filho, P.)